EDUARDO CUNHA. O PODER DO DENUNCIADO!

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu uma façanha histórica ao ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele tornou-se o primeiro presidente da Câmara a ser formalmente denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em pleno exercício do cargo. Se o tribunal reconhecer a consistência dos argumentos de Janot, o País terá como réu por corrupção o segundo na linha de sucessão da presidente Dilma Rousseff. Depois do vice Michel Temer, é ele quem assume, em caso de afastamento, renúncia ou impeachment da presidente. Desde que debutou na política no início da década de 80, Cunha foi diversas vezes flagrado na prática de métodos heterodoxos para obter vantagens pessoais. Agora é acusado por Janot de ter recebido, entre junho de 2006 e outubro de 2012, pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras – algo evidentemente grave e totalmente incompatível com a importância do cargo que exerce. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus teria intermediado o pagamento de pelo menos R$ 500 mil em propinas a Cunha em 2012. O procurador pede que ele devolva US$ 80 milhões – US$ 40 milhões como restituição de valores desviados e mais US$ 40 milhões por reparação de danos – R$ 277,36 milhões, pela cotação atual. “Têm existido tiranos e assassinos, e por um tempo eles parecem invencíveis, mas no final sempre caem”, diz Janot no início da denúncia de 85 páginas.

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