SARTORI ESTICA A CORDA! O ALVO É O CONTRIBUINTE… E ELA PODE SE ROMPER.

Uma das mais manjadas e batidas técnicas de convencer os mais fracos sempre foi a ameaça  e a demonstração de força.  O prepotente,  cruel e medieval mecanismo de convencimento  – fazer medo – se prolonga na história humana.  Alguns chamam essa pressão de “colocar o bode na sala”.  Deixa feder muito. Depois retira o bicho. Vivemos isso no Rio Grande do Sul.  De um lado o Estado, composto por governantes e sua massa de trabalhadores, definidos como PODER; de outro, o povo, aquele que tem sempre de pagar a conta. Nada diferente do sistema feudal, da prepotência. Poucos, os nobres, os príncipes e entourage se valendo do resultado econômico do Estado e a plebe, bem a plebe apenas cabe trabalhar  a sustentar tudo.

Já no seu primeiro pronunciamento  como Governador, José Ivo Sartori se encarregou de fazer medo, terror. Estrategicamente sua equipe deixava vazar, seletivamente,  que salários poderiam ser parcelados e mesmo atrasar. De lambuja vieram os cortes brutais no orçamento, impingidos  a setores estratégicos do Estado.  – Saúde, Segurança e Infraestrutura – Tudo foi meticulosamente pensado. Médicos foram demitidos de hospitais, canibalizaram  a farmácia do estado, cortaram  cirurgias, impediram internações e contra sua própria família – servidores públicos – fizeram um desmonte no Instituto de Previdência do Estado.   Na segurança pública, cortaram tudo, até papel higiênico. E a população que se lixe! Por último, a lua transferida para a terra. As estradas do Rio Grande mais parecem um queijo suíço. VIRADAS EM CRATERAS!  Milhares delas, espalhadas de norte a sul, leste a oeste do Rio Grande.

Todo este quadro dramático era do pleno conhecimento dos homens e mulheres que trabalham na Secretaria da Fazenda.  Sartori não pode ter sido enganado, pois muitos deles integraram sua equipe de campanha, transição e de governo. Se eles não foram transparentes e não avisaram que o Estado era ingovernável, ou são mal intencionados ou só se preocupam com seus umbigos. O Rio Grande não está falido de hoje. Nosso modelo de Estado talvez seja o mais atrasado do Brasil. É só passar o Mampituba para comprovar que estamos anos luz  na rabeira da federação.

Essa insana jornada que empreende José Ivo Sartori na direção de majorar impostos é a mais cruel das soluções. Talvez a que vai romper a corda. De novo, vai punir os impotentes, aqueles que não tem voz, aqueles que são os burros de carga do Estado.

Uma previsão do Cristalvox. Aprovado o aumento de impostos pela Assembleia, no dia seguinte “pipocarão” projetos visando aumentar salários, tudo em cadeia. Aumenta primeiro no Judiciário e do Ministério Público. Depois os deputados encontram a desculpa  e a solução para dizer que são obrigados a equilibrar salários dos poderes. Com isso, todo esse esforço que faz hoje o Governador Sartori,  para minimamente equilibrar as finanças do Rio Grande, terá sido em vão. Os príncipes serão os primeiros a  encontrar uma fórmula de engordar seus contracheques.

O perigo de esticar muito a corda é que ela rebente. Isso é possível  e pode acontecer caso os contribuintes fiquem pé e saiam para as ruas, ” se apoderem” a praça de matriz e demonstrem que não aceitam chicanes imediatistas para viabilizar o Estado pelo Estado.

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